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Vocês sabem que eu tenho uma cachorrinha, a Petite, que volta e meia aparece por aqui ou no Instagram né? Na verdade até pouco tempo atrás eu, minha mãe e minha irmã morávamos juntas e tínhamos 4 (sim 4!) cachorrinhas que adotamos das ruas.

E sabe por que eu estou contando isso? Porque ainda existem muitos bichinhos nas ruas, cães e gatos, precisando de um lar e muito carinho. Mesmo assim muita gente ainda prefere comprar o bichinho de estimação em uma loja ou canil.

Não estou julgando ninguém e preciso começar dizendo que a minha primeira cachorrinha foi comprada em um canil quando eu ainda morava lá em Belo Horizonte. Era a realização do meu sonho de criança. Quando finalmente os meus pais me deram um cachorrinho escolhi a raça que eu achava mais bonita, o cocker spaniel dourado. E a Melanie era realmente linda e me fez muito feliz!

Acho que eu tinha 11 anos e nunca tinha pensado nessa questão de adoção. E não é que eu só gostasse de cães de raça, até porque a minha paixão tinha começado justamente com os vira-latas da minha avó. Acho que foi pura falta de informação e consciência, sabe?

Quem gosta de cachorro, gosta do bicho e não da raça! Hoje eu sei que não faz a menor diferença se elas são vira-lata ou tem pedigree. Até acho muito estranha essa ideia de escolher determinado bichinho julgando que tal raça é mais bonita e tal. Aos meus olhos as minhas vira-latas são simplesmente lindas.A alegria e o amor são os mesmos. E amor não se compra né?

Acontece que quando eu escolhi a Melanie e ela veio morar com a gente ela escolheu a minha mãe como dona. Elas tinham a relação que eu gostaria de ter com um cachorrinho, amor de verdade. Já com a Petite, a minha vira latinha preta, ela me escolheu quando estava na rua e quem convive comigo sabe o quanto somos companheiras inseparáveis (enquanto escrevo esse post ela está no meu colo dormindo, é assim que eu trabalho quase sempre!).

Detalhe: ela não custou nem um realzinho e me faz tão feliz quanto a Melanie me fez.

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E ela literalmente me escolheu! Em 2010 postei aqui no blog sobre a cachorrinha que eu havia encontrado na rua e por estar de coleira tentei localizar o possível dono. Ninguém nunca apareceu e talvez ela tenha sido descartada como tantos outros por aí. Sorte a minha de termos nos encontrado e desde aquele dia em que ela pulou na minha perna pedindo carinho a gente nunca mais se desgrudou.

Então que tal deixar de escolher – e comprar – um cãozinho ou gato na loja e se deixar ser escolhido por eles? Existem muitas ongs e feiras de adoção por todo o País. Aqui em Criciúma eu conheço e apoio o trabalho da SOS Vira-Lata.

Se você for até uma delas e ainda assim não se identificar com nenhum bichinho vale ficar de olho nos que a gente vê pelas ruas mesmo. Tenho certeza que em algum momento você vai encontrar um animalzinho que precise de cuidados e na hora você vai sentir que precisa adota-lo.

Comigo foi exatamente assim, quando encontrei a Petite e a Jolie. A segunda eu vi em um posto próximo à uma avenida muito movimentada aqui em Criciúma. Eu estava indo fotografar na praia e teoricamente não poderia ou deveria adotar mais um cachorro. Comprei uma comidinha no posto e coloquei água pra ela. Quando voltei pra casa estava chateada e não conseguia parar de pensar naquele bichinho tão pequeno e indefeso correndo risco de ser atropelado. Peguei o carro e voltei no mesmo lugar, parecia até que ela estava me esperando. Veio no carro dormindo – e eu chorando – e embora os planos fossem de achar um lar que pudesse adota-la… hoje ela faz parte da família!

Eu garanto pra vocês que tirar esses animais de uma situação de risco, onde poderiam ser atropelados, passar fome ou maus tratos é simplesmente muito recompensador. Faz um bem danado pra eles e pra gente!

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Na foto 3 dos meus amores, Jolie, Petite e Tuty. A Lola estava com a minha irmã enquanto rolava esse book canino. E a Mel infelizmente faleceu alguns anos atrás, mas nos deixou as melhores lembranças! ♥

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E se você até gosta de animais, mas não tem condições, espaço ou tempo para cuidar deles (sim, ter um cãozinho ou gato não é brincadeira!) você também pode fazer a sua parte e ajudar de alguma forma o trabalho das ONGS e das pessoas que são lar temporário para alguns desses animais. Doações de ração ou dinheiro ajudam a melhorar a vida de muitos bichinhos enquanto eles aguardam um lar de verdade. Procure o trabalho de alguma instituição na sua cidade. (:

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